sábado, 7 de maio de 2011

Querido diário.
Não.
Querido Amigo.
Piorou.
Oi diário. – Perfeito.
           Nunca consegui me convencer de que conversar com alguém é melhor do que escrever. Embora muitos não tenham paciência pra ficar horas com um papel e uma caneta na mão. Sobrevivo das palavras que minha mente pensa, e que minhas mãos traçam nessas linhas sem rumo. De vez em quando, encaro a minha vida como uma paranóia, mas existem dias belos, onde transformo meus maiores pesadelos em poesia.
           Pulando toda essa parte… Acho que me distraí e, acabei esquecendo de me apresentar.
           Me chamo Sophia e vivo em um mundo cheio de NADA. Nada de movimento. Nada na cabeça das pessoas. Mas para dizer que tudo não passa de um nada, digo que algo que baseia o lugar onde vivo, são as fofocas. É. Minha cidade é cheia de fofoqueiros. E esse é mais um dos motivos que me fazem querer viver além do possível. E escrever sobre isso. Cada detalhe. Cada temporal. Cada raio de sol. Fazendo que assim, eu não fique presa em meus próprios pensamentos.
Ainda estudo. Estudo porque quero ser alguém no futuro. Mas eu queria mais que tudo pular essa parte e já ir direto para a parte em que faço sucesso com qualquer profissão que seja.
Tenho pais separados. E isso me dói. Já que moro com a minha mãe e ela leva um namorado novo pra casa a cada mês. O lado bom disso é que tudo é meio liberal. Mas talvez, isso não mude em nada na minha vida. Já que – sou meio anti-social. Todos reclamam. Mas fazer o que né. – Fora tudo isso. Minha vida já foi muito melhor no passado. Adolescência é um momento meio turbulento, pra todos que eu conheço pelo menos. É um momento em que ou você diz ‘sim’, ou diz ‘não’. E nada de meio-termo.
            Não passo de uma menina já grandinha, que ainda está sonhando na infância, e respirando na adolescência. A minha única certeza é que nunca vou deixar de sonhar com o meu próprio mundinho. Fazendo com que eu me distraia, e esqueça um pouco tudo de ruim que acontece, aconteceu, ou que vai acontecer na minha vida.
Acho que já deu pra esclarecer um pouco as coisas. Vou-me indo agora.
               Um sopro de sonhos,
Soph.

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